Menu

Simted Aquidauana participa do ato 'Ocupa Brasília' contra retirada de direitos

Simted Aquidauana participa do ato 'Ocupa Brasília' contra retirada de direitos

Nesta terça-feira (29), representantes do Simted Aquidauana junto com a Fetems, se uniram com trabalhadores, estudantes, integrantes de movimentos sociais e a população em geral de todo o país realizaram o ato #OcupaBrasília. A mobilização teve concentração no Museu da República. Os manifestantes também desceram em marcha até o Congresso Nacional.

Caravanas de trabalhadores em educação de todo o Brasil estiveram presentes, convocadas pela CUT e apoiada pela CNTE, contra a MP 746, que reforma o Ensino Médio e a PEC 55, antiga 241, que congela por 20 anos investimentos em saúde, educação e assistência social.

O Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição que estabelece um teto para os gastos públicos. Por 61 votos a 14, o texto base da PEC 55 – antiga PEC 241 – foi aprovado na primeira votação, mas ainda passará por mais três sessões de discussão e mais uma votação.

A proposta, que prevê o congelamento dos gastos públicos por até 20 anos, foi aprovada em dois turnos pela Câmara antes de chegar ao Senado. Tornou-se prioridade do Governo Michel Temer que vê na medida a possibilidade de reequilibrar as contas públicas. Mais do que nunca trabalhadores e trabalhadoras de todas as classes precisam se unir nesse ato contra os retrocessos impostos pelo atual governo.

Um absurdo grau de repressão aconteceu durante o manifesto, pois Poucas horas antes de a sessão no Senado começar, milhares de manifestantes tomaram as ruas no entorno do Congresso para protestar contra a PEC e pedir pelo fora Temer, o que fez a Polícia usar bombas de gás para reprimir a manifestação, que seguiu pelo início da noite.

É lamentável que esse Congresso, mais venal da história do país, esteja a legislar contra a democracia, contra o Estado democrático de direito, e queira por fim a direitos sagrados da nossa tão sofrida classe trabalhadora. Eles pretendem congelar investimentos, querem promover um profundo retrocesso e assim desconstruir a nação.